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domingo, 4 de janeiro de 2015

A parábola do fariseu e o publicano

RESUMO DA PARÁBOLA
Essa parábola de Jesus foi proferida com o objetivo de atingir alguns homens que “confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros” (Lucas 18.9). Ela mostra a história de dois tipos de homens diferentes, que em um mesmo dia tiveram um mesmo pensamento, que foi o de ir até o templo fazer orações. Jesus faz um contraste entre a oração realizada pelo fariseu, que era um religioso da época e a realizada por um publicano, que era um cobrador de impostos e, por esse fato, era de um grupo muito odiado pelas pessoas e até considerado pecador da pior qualidade. Já explicamos aqui no blog com mais detalhes o que significa fariseu e também o que significa publicano. Se quiser saber mais detalhes leia esses artigos.
ENSINAMENTOS DA PARÁBOLA
 Ter uma religiosidade não significa que agradamos a Deus. Essa parábola mostra claramente que a religiosidade que ostentamos em nossa vida não significa nada para Deus se não brotar de um coração sincero e se não for de acordo com a vontade Dele. Observe que o fariseu e o publicano tiveram atitudes de religiosos, pois estavam buscando a Deus em oração, porém, o fariseu, o mais religioso dos dois, é reprovado, pois sua religiosidade – e oração – eram vazias. O publicano não era considerado um religioso, mas tinha um coração que agradava a Deus.
O orgulho religioso mata nossa vida com Deus. O fariseu mostrou o quanto estava distante de Deus quando exaltou suas próprias obras como sendo, na visão dele, o motivo de Deus o “aceitar” em Sua presença. Porém, ele apenas mostrou o quanto adorava a si mesmo e não a Deus. Observe esse trecho de sua fala: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18.11). Quando Jesus diz que o fariseu orava “de si para si mesmo” mostra que Deus não o ouvia, pois o seu orgulho matara sua comunhão com Deus.
Ter uma visão bíblica de si mesmo é a chave para agradarmos a Deus. O publicano, apesar de não ser um atuante religioso, foi até a presença de Deus com uma visão bíblica de si mesmo e de sua situação corrompida de pecador. De cabeça baixa, batia no peito, clamando pela misericórdia de Deus sobre sua vida. Esse homem mostrou verdadeiro arrependimento e humildade diante da presença santa e gloriosa de Deus. Por isso, Jesus disse que ele foi justificado para sua casa, afinal, agradara a Deus com um coração verdadeiramente religioso.
Nem tudo que parece é. O ensino da parábola se torna muito profundo quando destrói os julgamentos que as pessoas fazem baseadas na aparência das pessoas. O fariseu aparentemente era justo e visto com alta consideração por muitos, mas seu coração hipócrita estava diante de Deus. Ele vivia sob uma capa de hipocrisia, sustentando algo que não vivia de verdade. Já o publicano era visto como o pior dos pecadores, e alguns nem mesmo aceitavam a sua presença buscando a Deus, considerando-o impuro demais para ter “conserto”. Porém, ele se tornou o justo da história!

A parábola dos dois alicerces

RESUMO DA PARÁBOLA
Jesus conta a história de dois homens, um prudente e outro insensato. Ambos edificaram suas casas, porém, cada um deles edificou de uma forma, em um fundamento diferente. Um deles construiu os alicerces de sua casa sobre uma rocha, enquanto o outro construiu na areia. Jesus evidencia a diferença das duas construções, comparando-as com aqueles que ouvem e praticam a Sua palavra e os que fazem o 

ENSINOS DA PARÁBOLA
Todos podem construir. A parábola deixa claro que todos têm possibilidades de construir coisas aqui nessa terra. Insensatos e prudentes fazem suas construções. Alguns, sabiamente, constroem sobre o fundamento da vontade de Deus. Esse têm suas “casas” construídas em um alicerce forte e resistente. Outros, insensatamente, constroem sobre um fundamento que não agrada a Deus. Esses têm suas “casas” construídas em um alicerce que não aguenta uma misera mudança climática sem ficar em pedaços.
A forma como construímos nossa “casa” determinará o futuro dela. O texto deixa claro que a forma como é feita uma construção atua com forte impacto no futuro dela. A casa construída sobre os fundamentos corretos enfrentará chuvas, transbordamento de rios, fortes ventos, mas permanecerá firme, protegendo quem está dentro dela. Já a casa construída sobre fundamentos incorretos tem sua destruição certa, pois não aguentará a força da natureza contra ela, sendo ruína para quem mora nela e ela própria sofrerá grande destruição.
Ouvir e praticar a palavra de Deus é o alicerce que fortalece contra as intempéries da vida. Jesus trabalha nessa parábola sobre o grande poder da Palavra de Deus. Alguém que ouve e coloca a palavra do Senhor em prática é comparado a alguém prudente, alguém que consegue resistir às condições mais adversas da vida e permanecer firme, pois seu alicerce está no lugar certo, sendo suficientemente forte e resistente.
A nossa “casa” precisará passar pela prova. Tanto a casa construída pelo prudente quanto a construída pelo insensato, tiveram de passar pelas provas. Isso nos indica que todos nós passaremos por problemas, por provações, que virão se chocar contra a “casa” que construímos. Se ela ficará de pé ou não, se será aprovada ou não, dependerá dos alicerces em que lançamos a nossa construção.

A parábola do rico sem juízo

A parábola do rico sem juízo está registrada em Lucas 12.16-21
RESUMO DA PARÁBOLA
Jesus conta a história de um homem que conseguiu uma safra surpreendentemente abundante. Diante dessa grande bênção, ele planeja construir celeiros maiores para que guardasse toda a sua riqueza para então aproveitar tudo que a riqueza poderia lhe proporcionar por anos e anos. Deus entra na história reprovando a atitude do homem que, segundo Deus, morreria naquele mesmo dia. Jesus critica o cuidado excessivo do homem em ajuntar tesouros terrenos e o descuido total do homem em construir tesouros celestiais, que agradassem a Deus.

ENSINOS DA PARÁBOLA
A bênção dada por Deus pode se transformar em maldição em nossas vidas. Observe que o homem citado na parábola recebeu uma grande bênção material do Senhor. Seu campo produziu uma grande colheita. Porém, o homem não soube como empregar a bênção de Deus como bênção para sua vida e para as pessoas em redor, antes, a transformou em uma maldição em sua vida, devido ao uso incorreto que fez dela. Ele colocou todo o seu coração na riqueza e não Naquele que lhe havia proporcionado a riqueza.


A bênção dada por Deus deve primeiramente servir para adorar a Deus. A grande safra que Deus deu a esse homem em si não foi pecaminosa. O grande problema foi que o homem da parábola não glorificou a Deus e ainda fez da riqueza o centro de sua vida, sua maior segurança, colocou sua fé nela, deixando de lado o verdadeiro abençoador de sua vida, Deus. O Senhor considerou que ele havia usado Suas bênçãos apenas para construir tesouros terrenos, esquecendo-se do principal, o espiritual. Daí chamá-lo de louco (Lc 12.20).
Nossos planos sempre devem estar diante da vontade de Deus. Deus enfatizou que o homem era um “louco”, pois fazia planos de forma desregrada, sem sequer colocá-los diante de Deus, sem sequer refletir na brevidade da vida. Deus não fazia parte de seus planos. O homem da parábola colocava toda a sua energia em seus planos sem refletir que precisava também agradar a Deus naquilo que estava planejando e fazendo.
O que estamos construindo em nossa vida é para quem? A inquietante pergunta de Deus ao homem rico, que só se preocupava com o “material”, nos faz refletir sobre como temos lidado com a realidade da nossa eternidade. Um dia todos morrerão e a Bíblia é clara a respeito de que a nossa eternidade dependerá da nossa vida com Deus aqui nessa terra. O homem da parábola parece ter esquecido Deus e parece estar caminhando a passos largos para o inferno. É o que muitos de nós também fazemos. Se hoje fosse o dia de sua morte, aquilo que você construiu foi para Deus ou para outro?

A parábola do joio e o trigo

A parábola do joio e o trigo está registrada em Mt 13.24-30, 36-43
RESUMO DA PARÁBOLA

Nessa parábola Jesus conta a história de um homem que semeou boas sementes de trigo em seu campo. Ao mesmo tempo um inimigo semeou sementes ruins, de joio, em meio às sementes de trigo. Os empregados daquele homem se surpreenderam ao perceber que havia crescido joio em meio ao trigo naquela plantação. O instinto daqueles empregados agricultores dizia que eles deveriam arrancar essa erva daninha do meio do trigo para que este crescesse melhor. Porém, o dono da plantação os proibiu de fazer isso, já que o joio é muito parecido com o trigo e eles poderiam, por engano, arrancar boas plantas junto com as ruins. Assim, a orientação do dono da plantação era que deixassem crescer os dois até que na hora da colheita pudessem identificá-los plenamente e, assim, arrancá-los.

ENSINOS DA PARÁBOLA
  1. O próprio Jesus no trecho que está em Mateus 13. 36-43 já traz algumas explicações aos seus discípulos sobre os ensinos dessa parábola. Vale a pena ler esse trecho para entender melhor a parábola. Vou expor abaixo algumas lições interessantes que aprendo com essa parábola:
    (1) No mundo existem boas sementes plantadas por Deus. Jesus identifica as boas sementes plantadas no campo como os “filhos do reino” (v. 38). Isso significa que o agricultor e dono do campo, Jesus, espalha boas sementes nesse grande campo chamado mundo. Mesmo que hoje em dia não consigamos ver tantas boas sementes crescendo, e sejamos até pessimistas com relação à atuação do bem, as boas sementes estão lá, pois foram plantadas por Jesus.
  2. (2) Não existe somente um plantador de sementes. O inimigo, espalhador de sementes ruins, apontado por Jesus como sendo o diabo, também está trabalhando. Se Jesus planta seus servos como boas sementes, o diabo planta seus servos como más sementes como forma de estragar de alguma forma a plantação de Deus. Nesse ponto não podemos ser ingênuos, mas atentos.
    (3) Os filhos de Deus e os filhos do maligno são parecidos, mas não são iguais. O maligno espalha suas más sementes pelo campo. Os filhos do maligno são “parecidos” com os filhos de Deus, assim com o joio se parece com o trigo. Mas não podemos ser ingênuos achando que dentro de nossas igrejas existe apenas trigo. Devemos ser prudentes sabendo que ele, o joio, existe e está também tentando crescer e tomar seu espaço. Apesar de o joio ser parecido com o trigo, devemos tal qual como os agricultores da parábola, sermos atentos para saber que existe certa quantidade de joio crescendo junto com o trigo.
    (4) O crescimento do joio não está fora do controle do dono da plantação. O fato do dono da plantação não permitir que se arranque o joio logo quando é identificável mostra que ele não foi surpreendido pelo inimigo. O dono da plantação, Deus, tem controle absoluto e orienta seus empregados a como agir da melhor forma com relação ao joio em meio ao trigo. Devemos ouvir a voz do dono para agirmos com sabedoria diante da esperteza do inimigo. No final das contas o dono da plantação já tem planejado o que fará com esse joio e com o trigo que plantou.
    (5) O joio e o trigo não ficarão para sempre juntos. Jesus deixa claro que haverá punição tanto ao inimigo que semeou sementes ruins, quanto para as sementes ruins que buscaram atrapalhar a plantação de Deus. Essa punição é indicada como o justo juízo de Deus, que sabe identificar joio e trigo precisamente, e sabe exatamente o que deve queimar e o que deve preservar. Essa separação será feita em momento oportuno pelo dono da plantação.